Cheira a COVID antigo novamente. 🚢
Um navio de cruzeiro. Um patógeno desconhecido. Nenhum teste para dizer quem está doente e quem não está. O medo é palpável, ecoando um ano que passou. Mas desta vez o laboratório não esperou pela autorização federal. Eles simplesmente começaram a trabalhar.
A rotina do fim de semana
Cientistas do Laboratório de Saúde Pública de Nebraska passaram a noite inteira no fim de semana de 9 a 10 de maio. Seu alvo? O hantavírus dos Andes. É o bug que infecta os passageiros do MV Hondius. Até agora, 10 pessoas adoeceram e três morreram.
As apostas eram altas. As autoridades estão monitorando pelo menos 41 viajantes nos EUA. Dezoito estão escondidos na Unidade Nacional de Quarentena de Omaha. Os sintomas podem levar até 6 semanas para aparecer.
Aqui está o problema: o CDC só fez exames de sangue que detectam anticorpos.
Isso ajuda as pessoas que já estão doentes. Diz a você que o sistema imunológico deles lutou contra algo. Mas sente falta dos assintomáticos. As pessoas andando carregando baixos níveis do vírus, esperando para explodir. O CDC estava construindo seu próprio teste. Não estava pronto. Nebraska decidiu preencher a lacuna sozinho.
“A sorologia procura uma resposta… O PCR foi projetado para poder testar antes dos sintomas.”
-Peter Iwen
Por que sangue? Não cotonetes.
Peter Iwen e Emily McCutchen comandaram o show. Iwen é o diretor do laboratório; McCutchen é deputado. Eles conversaram com a Scientific American para explicar a confusão.
O teste usa sangue. Não é um esfregaço nasal. Você tira sangue, isola o RNA viral. Se o RNA do hantavírus dos Andes estiver presente, você o amplifica usando PCR. Você faz o sinal alto o suficiente para ser ouvido. É o mesmo princípio dos testes rápidos COVID que todos conhecemos. Fonte diferente, vírus diferente. A mesma ciência.
O relógio começou na manhã de sábado. Os reagentes nem chegaram até então.
Validação sob pressão
Você não pode simplesmente misturar produtos químicos e encerrar o dia. Existem regras.
CLIA 1988 exige certos padrões. Precisão. Sensibilidade. Precisão. O teste tem que ser comprovado antes que seja legalmente permitido cuspir um “Sim” ou “Não” em um paciente humano. McCutchen trabalhou até tarde no domingo. Iwen ficou acordado até as 21h assinando os papéis de validação.
Por que? Porque os viajantes da unidade de quarentena apareceram no laboratório às 2h30 da segunda-feira.
Eles não dormiram. Nem os pacientes que esperavam no escuro.
Quem é testado?
Um passageiro inicialmente testou “moderadamente positivo” na Holanda. Acabou sendo inconclusivo e depois negativo. Isso não foi obra de Nebraska. Eles tentaram rastrear esses registros com sucesso limitado.
Em Nebrasca? Você precisa de consentimento. Eles não apenas tomam seu sangue. Se você assinar e a amostra chegar, eles testam. Eles estão abertos a solicitações de outros locais de quarentena em todo o país, não apenas de Omaha.
Eles podem aumentar?
McCutchen diz que sim. Eles escolheram instrumentos especificamente porque permitem o crescimento do volume. Eles esperam não precisar deles, mas o maquinário está aí.
Conversando com os Big Boys
Comunicação com o CDC? “Tudo está indo bem”, diz Iwen. Existem dificuldades. As agências federais movem-se lentamente. Mas eles estão conectados. Eles estão ajudando uns aos outros.
E o mundo fora dos EUA? O Centro Médico da Universidade de Nebraska tornou-se um Centro Colaborador da OMS dias atrás.
É um evento internacional.
O vírus não para na fronteira. Os testes precisam continuar. Será?
Ninguém sabe ao certo ainda. Mas em Nebraska eles estão prontos para a amostra. 🩸
