Arrastar quadro confirmado novamente. Einstein continua vencendo

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Os cientistas fizeram isso de novo.
Eles provaram que Einstein estava certo.
Mais uma vez.

Sua teoria geral da relatividade de 1915 diz que a gravidade são apenas objetos caindo ao longo da curva do espaço-tempo. O espaço-tempo não é estático. Ele se curva. Isso torce.
Arrastar quadros é a prova.
Imagine uma colher giratória com mel.
O mel se move. Qualquer coisa presa nele se move com a colher.
A Terra faz o mesmo com o espaço-tempo.
Um enorme planeta em rotação arrasta a estrutura do universo junto com seu giro. Os buracos negros também fazem isso, só que de forma mais rápida e violenta.

Um novo estudo na Nature mede esse efeito melhor do que nunca.
Ignazio Ciufolini lidera o trabalho. Ele está na Universidade Sapienza em Roma.
“Melhoramos a medição em mais de dez vezes”, diz Ciufolini.
Em física?
Isso é um grande negócio.

Ajuda a eliminar estranhas teorias alternativas da gravidade.

As bolas de discoteca

Os dados vêm do LARES-2.
Lançado em 2022 pela Agência Espacial Italiana.
É uma continuação dos satélites LAGEOS mais antigos da NASA.
Todos os três são esferas cobertas de espelhos.
Parecem bolas de discoteca galácticas.
Os cientistas lançam lasers sobre eles para rastrear sua posição no espaço com extrema precisão.

Eles orbitam milhares de quilômetros acima.
Muito acima da atmosfera.
Não há ar para atrapalhar seu caminho.
Se a Terra fosse uma esfera perfeita, esses satélites só mudariam devido ao arrastamento do quadro.

A Terra não é uma esfera.
A lua e o sol o puxam.
As marés tornam o planeta desequilibrado.
Isso atrapalha os cálculos da órbita.
Ciufolini e sua equipe tiveram que cancelar o ruído da lua e do sol.
Eles combinaram os dados do LARES-2 com os antigos números do LAGEOS.
Eles fixaram o arrasto do quadro em uma parte em mil incertezas.

Daniel Holz considera isso um feito impressionante.
Ele ensina astrofísica em Chicago.
Ele não estava no projeto.

A NASA tentou isso antes.
Sonda Gravitacional B lançada em 2004.
Custou US$ 750 milhões.
Giroscópios usados.
Este novo método?
Muito mais barato.
Muito melhor.

“Eles tratam toda a órbita como um giroscópio”, diz Holz.
É elegante.
Precisão cem vezes melhor por uma fração do preço.

O problema das marés

Rastrear as marés lunares e solares foi a parte difícil.
A maioria dos efeitos de maré foram cancelados ao misturar os dados do satélite.
Um não.
Maré K1.
Acrescentou incerteza.
A equipe teve que observar como o K1 atraía os satélites durante três anos inteiros.

Eles finalmente entenderam seu controle.
Colocou novos limites na força do K1.
Ajuda sismólogos e oceanógrafos.
Bom bônus.

O objetivo principal?
Testando Einstein contra outras ideias.

Paul Lasky vê o problema.
Ele está na Universidade Monash.
“Estamos no sistema solar”, ressalta Lasky.
A gravidade aqui é fraca.
Teorias alternativas podem parecer exatamente como a relatividade em campos fracos.
Eles só apareceriam onde a gravidade ficasse louca.
Perto de buracos negros.
Em regimes fortes.

“Esta é uma medição pura”, admite Lasky.
“Mas não investiga as zonas de forte gravidade.”

Isso importa?
Por agora.
Holz diz que isso apenas acrescenta mais uma pena ao chapéu de Einstein.

A relatividade permanece intacta.
Algumas novas teorias criativas?
Morto na chegada.
Excluído.
O progresso acontece dessa forma.

Os teóricos que queriam quebrar as regras de Einstein têm de seguir em frente.
Próxima teoria.
Próximo teste.

Einstein ainda espera nos bastidores.