Um desvio duplo permite que um homem sinta seu cachorro novamente

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A paralisia deveria ser um ponto final. Nem sempre mais.

Em 2023, cirurgiões dos Institutos Feinstein, em Nova York, criaram algo que parecia ficção científica. Quinze horas de cirurgia cerebral aberta. Dois bypasses neurais instalados. Uma interface cérebro-computador mapeada no sistema nervoso de um homem tetraplégico chamado Keith Thomas. Funcionou. A revista TIME até colocou a tecnologia em seu Hall da Fama, o que parece apropriado dada a gravidade do que aconteceu.

“Houve um tempo em que eu não sabia se queria viver. Agora posso sentir uma mão segurando a minha. É avassalador.”

Thomas disse isso há quatro meses. Hoje ele está há três anos fora do corte e os resultados se mantêm estáveis. Ele publicou hoje atualizações na Nature Medicine mostrando que ele pode realmente se alimentar sozinho. Beba de uma xícara. Sinta as coisas. Sentimento real, não apenas vibração.

Veja como funciona o hardware:

  • Cinco conjuntos de microeletrodos ficam dentro do cérebro de Thomas.
  • O aprendizado de máquina adivinha sua intenção de movimento cerca de 85% das vezes.
  • Esses sinais provocam estimulação elétrica nos músculos do antebraço.
  • Ele os move.
  • Uma cinta impressa em 3D possui sensores que medem a força de preensão.
  • Essas leituras retornam para estimular seu córtex sensorial.

É um ciclo. Entrada e saída unidas por código e fios. O sistema lida com a carga cognitiva melhor do que as iterações anteriores, o que é enorme. A maioria das pessoas precisa parar de pensar em todo o resto apenas para mover o cursor ou pegar uma xícara de café. Thomas pode fazer essas coisas enquanto fala. Ele pegou uma casca de ovo oca recentemente e não a quebrou noventa por cento das vezes, o que requer uma espécie de delicadeza que a paralisia geralmente destrói.

Chad Bouton, que ajudou a projetar a configuração, chama isso de um novo caminho de tratamento. Não estamos apenas saltando sobre a lesão. Estamos religando totalmente o sistema nervoso. Essa citação parece familiar porque Bouton disse basicamente a mesma coisa duas vezes nos materiais de imprensa, mas a repetição destaca o quão radical é o mecanismo. Não é uma ponte. É uma renovação.

Então, como é a religação para Thomas? Coçando o rosto. Limpando os próprios olhos. Sentindo o pelo de seu cachorro quando ele a acaricia. Recuperando o aperto de mão de sua irmã. Estes parecem pequenos. Eles são enormes. Conexão e senso de identidade são duas coisas que geralmente acompanham os danos na coluna.

“Além das sessões de estudo, posso coçar o rosto. A tecnologia me devolveu a conexão e o senso de identidade.”

A equipe está avançando ainda mais agora. Os ensaios estão se expandindo para cobrir diferentes níveis de danos na coluna vertebral. Recentemente, eles tentaram algo selvagem: um desvio neural inter-humano. Thomas sentiu o que outro paciente sentia quando tocava objetos. Isso levanta mais perguntas do que respostas honestas. Onde termina uma mente e começa a próxima nessas configurações? Isso é uma cura ou um protótipo ciborgue?

Só o tempo dirá. Mas milhões de pacientes paralisados ​​aguardam a resposta e esta investigação pode ser a chave.

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